sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

OCUPAR E RESISTIR

Os partidos políticos estão acabando com nosso país. A mascara do voto caiu e os partidos deram a entender que não há democracia. O único voto que vale, a única opinião que vale, a única luta valida é a luta das elites em defesa de seus interesses. Em defesa de suas poupanças e investimentos. A defesa de seus interesses a custa da miséria do povo.
Os colonizadores trouxeram para esse país o contexto de miséria social quando chacinaram milhares de índios e trouxeram o povo negro sequestrado para servir de mão de obra escrava. O povo que nesse país foi castrado de sua autonomia, com suas mulheres sendo estupradas e suas crianças maltratadas pelo processo integracionista para servir uma sociedade que falaciou sua liberdade. O povo que hoje se opõe é a prova viva de que ainda há força oriunda dessa ancestralidade correndo nesses corpos que não querem calar diante de tantas injustiças.
O governo militar afundou o país numa divida sem fim. Divida essa que é paga com o trabalho do povo. Povo criminalizado dia e noite. Afundado numa divida externa paga pelos impostos do povo, porque as grandes fortunas não pagam impostos. O que não falta é povo pedindo asfalto para as elites passearem nos seus carros luxuosos, porque pobre não tem carro. O que não falta é pobre dizendo-se dono do asfalto que esquenta e os fazem transpirar nas feiras, estacionamentos e faróis onde para-brisas são limpos, mãozinhas negras estendem-se com seus bombons por trocados. Matem-me por favor.
Os partidos afundaram o Brasil em outro formato de miséria. O povo contra o povo. O povo que reproduz as notícias do jornal. O jornal feito por ricos para os ricos. Pessoas que não entendem que estão sendo manipuladas. A juventude dos coletivos ensinados pelos partidos a se revoltar de forma pedagógica. Ensinados a revoltar-se de um jeito que os partidos possam controlar. Jovens que se confrontam para defender criminosos. Os partidos criaram o discurso do fascismo para apontar qualquer pessoa que tenha o mínimo de inteligência para perceber quem são os verdadeiros facistas. Estamos diante de um povo afundado em miséria moral.


OCUPAR E RESISTIR

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Myke Brown: Plutão já foi planeta


Astrônomo, cresceu ao redor de um centro da NASA no Alabama, onde o pai trabalhava desenvolvendo foguetes para missões na lua.
Podemos comparar o trabalho de Myke Brown com o trabalho feito nas grandes navegações. Brown é o navegador do espaço, o desbravador de astros. No entanto ficou conhecido por tornar-se o carrasco de planetas e ficou famoso por sua primeira vítima. Você sabia que Plutão já foi planeta?
Brown apresentou a comunidade científica o 2003 UB313 (inicialmente chamado de Xena e depois batizado de Eris), um corpo celeste maior que Plutão.
A descoberta levou a União Astronômica Internacional (IAU) a seguinte questão: Xena é o décimo planeta, ou Plutão é que deveria deixar de ser o nono?
Em Agosto de 2003 a IAU decidiu: Plutão não é mais um planeta. Brown revelou que Xena não é sua descoberta favorita e não foi dessa vez que entraria para história como "descobridor de planetas".

domingo, 18 de setembro de 2016

O que o candidato pode prometer?


Mais uma eleição. Mais uma vez o povo é colocado contra a parede para tomar a decisão que irá decidir o futuro de seus impostos e diante de tantas promessas sem fundamento dediquei uma pesquisa que responde o que é possível e o que é impossível, mas que ainda sim alguns candidatos a prefeitura de Belém ainda insistem em discursar. A realidade dos candidatos é panfletária e tenta cegar como sempre a parte mais humilde da população com promessas sem cabimento. Você leitor tem de entender que prometer é fácil, mas pergunte ao seu candidato o que ele sabe sobre cada um desses tópicos. Não caia em promessas de transformação repentina.
Cabe ao prefeito:
•           Desenvolver as funções sociais da cidade e garantir o bem estar dos seus habitantes
•           Organizar os serviços públicos de interesse local
•           Proteger o patrimônio histórico-cultural do município
•           Garantir o transporte público e a organização do trânsito
•           Atender à comunidade, ouvindo suas reivindicações e anseios
•           Pavimentar ruas, preservar e construir espaços públicos, como praças e parques
•           Promover o desenvolvimento urbano e o ordenamento territorial
•           Buscar convênios, benefícios e auxílios para o município que representa
•           Apresentar projetos de lei à câmara municipal, além de sancionar ou vetar
•           Intermediar politicamente com outras esferas do poder, sempre com intuito de beneficiar a população local
•           Zelar pelo meio ambiente, pela limpeza da cidade e pelo saneamento básico
•           Implementar e manter, em boas condições de funcionamento, postos de saúde, escolas e creches municipais, além de assumir o transporte escolar das crianças
•           Arrecadar, administrar e aplicar os impostos municipais da melhor forma
•           Planejar, comandar, coordenar, controlar, entre outras atividades relacionadas ao cargo

Referência Bibliográfica

TRE, Tribunal Regional eleitoral. Conheça as principais atribuições do prefeito. Disponível em: http://www.tre-ap.jus.br/imprensa/noticias-tre-ap/2012/Outubro/conheca-as-principais-atribuicoes-do-prefeito. Acesso em: 18 Set 2016

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"Todo mundo faz" - disse a Marmota.


É vergonhoso e também trágico. Mas acredito que seja também hilário. A Universidade Federal do Pará cheia de estudantes arrogantes e muito cheios de si, deve possuir a maior cota de hipócritas por metro quadrado e se tiver interesse em fazer uma self com um Pseudointelectual da UFPA é muito fácil. O futuro do país está em frente ao restaurante universitário "furando a fila". Se alguém se atrever a dizer qualquer coisa esse rapaz intelectualmente superior as fezes de um cachorro te responde: " todo mundo fura a fila". Vamos fazer uma analise sócio-cultural desse discurso.

No âmbito acadêmico. Sabemos que o estudante universitário precisa seguir critérios positivistas para uma produção acadêmica. Uma produção que exige paciência, pois necessita de dados estatísticos que comprovem a relevância de seu estudo. Quem me garante que esse cidadão de bem que fura a fila, por impaciência de fazer contagem e analise de uma fila de documentos não vai inventar os dados da pesquisa ou comprar uma pesquisa pronta na internet, afinal ele pode responder: "mas todo mundo faz" ou "mas todo mundo compra".

No âmbito pós-acadêmico. O cidadão de bem que fura a fila, após quatro anos ou mais dentro da universidade fazendo ensaios de corrupção na porta do Restaurante Universitário torna-se portador de um diploma que lhe permitirá ampliar a magnitude de sua falta de caráter desviando medicamentos, super faturando obras, fazendo favores que aquecem interesses particulares. No fim do dia esse rapaz responsável pela degradação social e moral de centenas de pessoas chega em casa e assistindo o jornal faz inúmeros discursos moralistas, mas quando o dedo lhe é apontado ele responde: "Todo mundo faz".

Esse estudante universitário (não são todos, mas uma gigantesca maioria) não compreende o mal que faz a si quando faz apologia a corrupção sendo o grão de areia na fila de um simples restaurante de universidade.

Alguém pode levar uma fita métrica para fila e tentar medir a cara de pau desse coxinha?

NÃO PERMITA QUE FUREM A FILA NA SUA FRENTE. É UMA FILA SENDO FURADA AGORA E AMANHÃ É VOCÊ NA FILA DO DESEMPREGO.

SE VOCÊ CALAR AGORA, VAI CALAR PARA SEMPRE.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Qual seu papel nesse jogo?


Como não falar de política no momento caótico que o Brasil se encontra? Como omitir o abuso vocabular dos políticos brasileiros na hora de definir suas propostas de trabalho? Tão absurdo é o atropelo sócio-histórico-cultural cometido pelos partidos políticos no momento de dar rosto a seus fantoches. O jogo onde todas as peças tem nome e função bem definidos. Mas, como atravessar o campo de batalha para conquistar novas peças e manter o domínio sobre os mais fracos? Eis que lhes apresento o jogo das identidades. E aquele que acredita ter "identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente" (HALL, 2003, p. 13), este vive uma fantasia.
O homem de mais ou menos uns cinquenta anos grita ao microfone sobre juventude, mas este ignora os jovens de hoje, pois a juventude a qual se refere é a sua própria, uma juventude que não responde as novas pretensões do jovem que se aproxima do pós-humano. Outros gritam sobre os direitos da mulher, falando de feminismo e querendo ser tão feminina quanto. Será que há mulheres que se enganam? Um homem conservador fala de defender a moral e os bons costumes da família brasileira erguendo bandeiras de intolerância. Outro banca o humilde caminhando na lama que suja os sapatos que só usará nesta eleição, pois foi a primeira e ultima vez que pisará ali. As redes sociais fazem piada de pastel e cara feia de certo candidato que queria parecer do povo.
Para todo aquele que acredita que vai eleger o seu candidato, acorde ele é candidato do partido, escolhido pelo partido para lhe fazer acreditar que tem opção. O pseudo herói com discurso de juventude, negritude, inclusão, feminismo e tantas outras formas de se incluir e se vestir de uma identidade que não possui para manipular grupos inteiros.
Agora, é o momento de tirarmos a roupa da identidade sócio-cultural, pois os partidos já compreenderam que vestindo seus fantoches com algum discurso podem manipular uma determinada massa.
Os partidos políticos fazem piada dos valores sócio-histórico-culturais dos grupos que os seguem, partem do princípio da inclusão para manipular e distorcer a boa vontade das pessoas. Me mostre uma ONG que eu te mostro um partido por trás dela, me mostre um político que eu te mostro alguém tentando te manipular utilizando o teu meio social, ou a tua história de vida ou simplesmente teus valores culturais.
As eleições são uma verdadeira guerra de identidades. Qual seu papel nesse jogo?

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

HALL, Stuart. Identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2003

BARROS FILHO, Clóvis de. Fidelidade e lealdade: mais raro que ver unicórnio. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xRDfxwCoDqQ. Acesso em: 19 Ago 2016

domingo, 31 de julho de 2016

A SOCIAL RITUAL: o ancestral na moda



As pinturas corporais são marcas das características das etnias. Essas pinturas diferenciam, também, clãs, famílias e as tintas são compostas por produtos naturais como Urucu, jenipapo, carvão, açafrão e tantos outros. Pinturas que mais que adornos significam as inúmeras identidades étnicas dos povos.
A pintura corporal tem sentido para o índio como a aliança de casamento nas sociedades não-índias, pois a pintura pode significar a posição do indivíduo no grupo ou estado civil, assim como expressar sentimentos. A pintura corporal dos povos indígenas é como se fosse a roupa do índio.
Quero chamar atenção agora para Body Art Pintura corporal. Existem países que já fazem atividades envolvendo esse tipo de trabalho que vem tornando-se mais comum do que parece. Jovens americanos saem as ruas nas festas de Halloween com os corpos pintados causando um efeito visual surpreendente, agora imagine uma festa onde a entrada seria você está com uma pintura corporal de corpo inteiro. Imagine salões de beleza especializados em Body Art Pintura corporal. Quem garante que o nú não será a nova roupa.
Você teria coragem de sair de casa assim? Ou teria respeito ou melhor olharia com respeito para um trabalho como esse? Imagine-se num salão de festa cheio de pessoas com os corpos apenas pintados.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Escola, tira essa mascara



A escola é o local onde o conhecimento é transmitido de forma democrática, igualmente para todos os alunos. Aparentemente.
O sociólogo francês Pierre Bourdieu que viveu até o inicio deste século (2002┼), percebeu que o ensino não é transmitido da mesma forma para todos os alunos como a escola faz parecer. Segundo Pierre Bourdieu alunos pertencentes a classes sociais mais favorecidas trazem de berço uma herança que chamou Capital cultural, ou seja, capital de cultura.
A cultura são valores e significados que orientam e dão identidade a um grupo social. Já o capital cultural é uma metáfora criada por Bourdieu para explicar como a cultura na sociedade dividida em classe se transforma em moeda que as classes dominantes utilizam para acentuar as diferenças. A cultura se transforma em instrumento de dominação. Além disso, as classes dominantes impõem as classes dominadas sua própria cultura dando-lhe um valor incontestável. Apontando-a como cultura boa.
Bourdieu chama essa dinâmica de arbitrário cultural dominante que seria o fato de uma cultura se impor diante de outra. A mais importante contribuição de Bourdieu para educação foi à transposição dessa ideia para dentro da escola. A escola contribui para que a cultura dominante seja articulada favorecendo alguns alunos em detrimento de outros. Os desfavorecidos são justamente os alunos que não tiveram contato mediado pela família ao capital cultural, o que faz com a classe menos favorecida não consiga dominar os códigos que a escola valoriza. O aprendizado para eles é muito mais difícil.
Boudieu entende que a escola marginaliza os alunos das classes populares e privilegia os alunos dotados de capital cultural, por esse motivo o discurso de igualdade da escola não funciona na prática.

A escola enfatiza as diferenças ao cobrar dos alunos a cultura comum apenas à classe dominante. A escola elabora currículos que valorizam disciplinas comuns à classe dominante o que reforça a dominação de classe. Pierre Boudieu acreditava existir saída para a violência simbólica, basta tornar explicito todo esse funcionamento velado da instituição.

Referência bibliográfica

UNIVESPTV. Educação e sociedade: capital cultural. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=W41rpXfllCY&index=1&list=PLJc9tjsZdxlWKpQTtfSLdHAM19T5DXdpG. Acesso em: 18 Jul. 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

ESCOLA SEM PARTIDO: um discurso conservador


"Escola Livre" um nome para manipular e enganar a população em torno de seu conteúdo, mas esse é um manifesto sem referenciais teóricos que está espalhado pelo Brasil. É necessário que se observe o debate político que aponta uma suposta doutrinação dentro da sala de aula e o debate jurídico que é a criação de uma lei, mas que não tem conteúdo legal para ser aprovada, o que há é um projeto com um conteúdo perigoso para o desenvolvimento da ciência, educação e principalmente para o desenvolvimento do país.
Existe um projeto de lei tramitando na assembleia legislativa de São Paulo e houve na assembleia legislativa do estado de Alagoas. em Alagoas é um caso preocupante, pois os defensores da escola sem partido fizeram a votação do projeto as escondidas e quando o processo foi descoberto estava apenas esperando pela assinatura do governador. O projeto é composto de vícios de ordem política e ordem jurídica.

Vejam os vícios do projeto:

  1. Falta de estudo e base teórica: o escola sem partido parte de um grupo definido, um grupo político conservador e base ideológica determinada, um grupo político não-neutro. O projeto não parte de um estudo técnico, pois se está havendo doutrinação em sala de aula e perseguições, onde está a base científica para se afirmar isso e propor um projeto ao poder legislativo. O que está tramitando é um discurso de paixão política e paixão religiosa. Não há um estudo que justifique o projeto.
  2. Viés e objetivos políticos: neutralizar o que o professor está falando em sala de aula, castrando o papel do professor de agente transformador, pois é o professor que pode abrir a mente do aluno sobre o que a imprensa está falando, a respeito do que a religião está falando e o professor é o agente social de transformação. É pensado que o estado deve ser neutro, mas o estado atua por meio de seus professores. O discurso da "escola livre" é inconstitucional por adotar termos vagos e indeterminados, isso levaria qualquer aluno interpretar o que o professor diz em sala como não-neutralidade, o que coloca o professor sob ameaça constante de ser processado por qualquer coisa que diga. Isso esbarra na liberdade de ensinar (Art. 206, II) garantido na constituição.
  3. Vício constitucional da iniciativa parlamentar: o supremo tribunal federal destaca como inconstitucional o procedimento do projeto, pois está sendo apresentado por parlamentares para impactar diretamente em órgãos do poder executivo como Ministério da Educação. Só o chefe do poder executivo pode mover o projeto. Portanto, o projeto "escola livre" sofre de vício inconstitucional formal grave.
  4. Focar na escola e na universidade e jamais nos meios de comunicação: o que se pretende com isso é fulminar as vozes que discordam do discurso conservador. Uma tentativa de invalidar conteúdos científicos e assim comprometer qualquer meio de racionalidade.


Referência:

TVPUC. Escola democrática versus "escola sem partido". Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=K1208D0a6Js&list=PLJc9tjsZdxlWKpQTtfSLdHAM19T5DXdpG&index=22. Acesso em: 20 Jul. 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

LITERATURA NA ESCOLA: A criança autora e a criança leitora

A escola Leonor Nogueira no bairro da Marambaia foi o espaço onde mais consegui concentrar meus estudos sobre prática artística. Grande parte das conclusões que tenho hoje, posso afirmar, foi na escola Leonor Nogueira onde consegui desenvolver bons resultados de experimentos. Escola onde tenho mais que alunos, tenho amigos que até hoje entram em contato. O zine abaixo é fruto do III Festival Literário: Literatura e arte nas obras brasileiras, promovido pela escola como incentivo a leitura e a escrita. O livro foi vendido dentro da escola pelos alunos autores. Cada aluno teve direito a dez copias do livro que foi vendido a R$ 1,00. O dinheiro arrecadado pertencia aos escritores. Segue abaixo o Link onde pode encontrar o livro completo:



Poesia, pra nenhuma poesia tem como objetivo apresentar uma produção literária marginal. Textos e contextos particulares sem as represálias da gramática escolar. Apresenta a criança a leitura e escrita de seus pensamentos de modo lúdico, contraria a cultura dominante e o processo de aculturamento, significando suas aventuras infantis como parte de sua aprendizagem, na tentativa de aproxima-la do habito da leitura e da escrita. Apresenta poeta e obra como geradores de renda possível e que merece respeito e admiração.
Foram utilizados nos diálogos e produções das obras os estilos Dadaísmo e Concretismo que tiveram sua divulgação na semana de Arte Moderna de 1922.
São parte integrante dessa obra dezesseis poemas de dez alunos da Escola Leonor Nogueira dos turnos da manhã e da tarde.
Há necessidade de uma analise sociodemográfica dos textos e a observância do autor como ser consciente de aventuras e desventuras que fazem de sua vida, poesia pra nenhuma poesia.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Retrato a Lápis 2B, 4B e 6B - Ryan Patrick


Foi uma semana de trabalho, 2 horas por dia, mas terminei. Meu filho Ryan Patrick. Também um desenhista fantástico que ainda não compreendeu a importância da prática como modo de vida.

domingo, 19 de junho de 2016

ORIGAMI: W e Y



Filho herói: a verdade da vida dói mais que a morte


Estava espalhando panfletos de oficinas numa igreja perto de minha casa quando percebi perto do quadro de avisos da igreja um senhor chorando, adoro me preocupar com estranhos ou como conseguiria minhas histórias inusitadas. Aproximei do senhor que tocava a xerox de um cartaz e soluçava chorando. Perguntei a ele se poderia ajudar. Ele disse que não. Continuou próximo ao quadro de avisos passando a mão no cartaz.
Me afastei um pouco e deparei com o pároco a quem perguntei o que acontece. Ele me olhou nos olhos e começou a me explicar a situação enquanto caminhávamos.
Aquele senhor procura o filho que desapareceu misteriosamente, assim ele conta sempre que perguntam. A criança foi sequestrada? - perguntei. Ele não sabe. O cartaz que ele tanto tateia é uma xerox do cartaz de procura-se que ele espalha por onde passa. Se ele contar a estória o senhor vai entender melhor. Mas ninguém o ajuda, a polícia, bombeiros, outros parentes.
Esse senhor era alcoólatra, viva aqui na porta da igreja pedindo dinheiro, as pessoas nem imaginavam que ele possuía esposa e filho. Certa manhã ele apareceu na porta da sacristia pedindo ajuda, não conseguia dizer nada, estava pálido e fedia muito. O padre o levou até o banheiro, deu-lhe banho, deu-lhe roupas e alimento. Ele não conseguia se levantar, certa madrugada ele ergueu-se e saiu andando sem dizer uma palavra. Dias depois retornou cheio de cartazes com borrões onde estava escrito PROCURA-SE.
Então, quando o filho desapareceu ele entrou em choque - afirmei.
Não! isso que foi o mais incrível. O padre foi atrás da família, da casa, da esposa, de alguém, mas não havia qualquer pessoa.
Então? - perguntei.
O Padre o parou certo domingo e perguntou que filho era esse que ele procurava. E ele disse:
- Como o senhor não lembra Padre, ele me entregou em suas mãos para que o senhor cuidasse de mim, exatamente ali naquela porta onde o senhor me recebeu. Ele me segurava enquanto o senhor me banhava e cantava sorrindo para o senhor. Como pode não lembrar. Eu o vi sentado ao seu lado enquanto o senhor lia a Bíblia pela manhã. Ele deitava do meu lado a noite e cantava para eu dormir.
O Padre espantado com o relato lhe disse: Filho, é o que todos somos.
Porra!... desculpa. Esqueci onde estava. Mas isso que o Padre disse não faz sentido - eu disse.
Ele me sorriu e disse: a verdade poderia mata-lo e destruir a pessoa que se tornou para tão infinita busca.
Então, ele melhorou de vida - eu disse.
Não. Apenas parou de beber.

ORIGAMI em sala - Pássaro Equilibrísta

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A democracia TEMER

Fonte: http://www.libertarianismo.org/index.php/artigos/a-industrializacao-e-a-causa-do-progresso/

No ano de eleição foi necessário um golpe político das grandes industrias para que a democracia voltasse a atender seus interesses. O discurso político é uma afronta a inteligência da população brasileira que tem medo de manifestar-se ante a programas políticos que voltam a beneficiar apenas os bem sucedidos filhos deste país.
Penso nos inúmeros furos decretados em tão pouco tempo. A democracia Temer é a democracia onde o número que conta é o do bolso dos empresários e até mesmo os pequenos empresários que foram beneficiados pelo governo anterior. Os muitos artistas que que apoiaram o golpe, são pessoas que tem pequenas empresas e uns logo após o golpe ganharam até prêmio como empresários.
Quando penso no desperdício de fé que foi depositado no governo que lutou pelas causas sociais durante anos, fé essa jogada fora por filiados ao partido que denegriram a moral do partido e o partido em contrapartida retribuiu mantendo seu membro criminoso filiado. Muitas são as críticas ao meu manifesto por apontar os partidos políticos como principais interlocutores dessa ofensa ao povo, mas se todos se espremem no momento da foto que vai inaugurar um banheiro químico, pois todos querem ser responsáveis por tal feito, na hora de assumir que seu membro corrupto é sua responsabilidade todos se esquivam.
Agora o país está a merce de um bando de riquinhos mimados e seu paizão que tudo pode. E a foto que ilustra minha indignação com esse país mostra a fila das próximas eleições, quando os partidos vão escolher quem devemos eleger. Isso é democracia.

DEMOCRACIA TEMER É UMA DEMOCRACIA A SE TEMER.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

ORIGAMI: Consoante T, V, X e Z





ORIGAMI: Consoante Q, R e S




ORIGAMI: Proposta para estudo das tabuadas de x4 e x9


Os recursos são simples e a possibilidade é muito grande. No começo as crianças acharam cansativa a ação, mas ficaram muito impressionadas com o resultado. A grande dificuldade desse trabalho foi manter o foco das crianças, pois o cortar papel parece interminável.
Utilizei uma folha de papel carmim preto e uma de carmim branco, uma régua de 50 cm e um lápis comum. As medidas utilizadas foram 4 cm para exercício da tabuada de x4 e 9 cm para o exercício da tabuada de x9. Outra complicação foi a quantidade muito grande de crianças. Organizei a sala em grupos, mas no fim da semana acontece um grave problema. Todos queriam levar o produto final. Separar a turma em grupo otimizou o tempo da atividade, mas causou desequilíbrio no momento de socializar o objeto.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

ORIGAMI: Consoante J, K e L




Reflexões sobre Filosofia da Arte


Heidegger separa os momentos do objeto. Evidencia o objeto de modo tradicional, ou seja, sua forma e matéria que não permite o objeto afastar-se do que é, mas, também permite ao artista simular uma essência para o objeto.
O objeto de modo tradicional é resposta de si, mas o mesmo objeto quando tem como resposta a essência do artista assume outra proposta de realidade.
O artista estampa uma essência que responda a existência do objeto para-si, nos deparamos com Aristóteles e sua ideia de arte enquanto fruto da experiência do artista.
Há necessidade no artista de uma carga emblemática ou simbólica que possa contrariar a realidade tradicional do objeto. O objeto tem sentido peculiar, mas também pode responder o conhecimento do artista, o que cria uma nova proposta de conhecimento que manifeste o objeto.
A ideia de Platão de que arte não resulta em conhecimento seria um princípio muito limitado, mas que ao ser reavaliado por Aristóteles assumiu um novo rumo vestido da ideia de experiência. Portanto, Heidegger aproxima-se da ideia de experiência de Aristóteles no momento de significar o objeto artístico e aproxima-se, também conceito de Platão quando afirma que o objeto pode existir na forma inconsciente do próprio objeto.

ORIGAMI: Consoante B, C e D


quinta-feira, 9 de junho de 2016

ORIGAMI: Consoante F, G e H




ORIGAMI: Vogais, contextualizando a sala de aula

Alfabetizar é um processo muito delicado e o educador tem de está pronto para brincar com os conteúdos de sala sem fugir de seus objetivos. Temos aqui os diagramas das vogais em origami. Ótimos para uma mudança nos paradigmas de sala de aula que trabalham apenas com desenhos e pinturas de letras.
As possibilidades de produção de atividades são tamanhas. O educador ao mesmo tempo que ensina a criança a fazer o origami, vai também aprender. As letras executadas pelas crianças poderão compor quadros de avisos, crachás gigantes de objetos. A criança vai exercitar as variadas potencialidades necessárias a sala de aula.






ORIGAMI: Padre


Tenho muito orgulho deste origami. Ele surge de uma encomenda. Uma papelaria no bairro da Marambaia em Belém/ Pará/ Brasil. Lembro que o dono da papelaria queria um presépio completo todo feito com origami, bem eu não possuía diagramas de um presépio completo com vaca, camelo, ovelha, os reis magos e tudo mais, então coloquei a imaginação para trabalhar  e de quebra cheguei a esse resultado.
O presépio da papelaria foi feito, mas não agradou o dono que ficou incomodado com o fato do menino Jesus está proporcional ao corpo de Maria e José que sem muito esforço podia até carregar o moleque no colo.

DESENHO E PINTURA: Manhas e art[e]manhas em Santa Isabel do Pará


Na falta de material para pintura as crianças da Escola Marilete Ferreira da Silva contribuíram com arte e alegria o espaço do refeitório. O momento colorido que inaugura um espaço contagiante. É incrível a alegria das crianças ao deparar-se com o resultado do pareceu no inicio uma grande brincadeira.
Todos os dias pela manhã as crianças trazem seus responsáveis pela mão até a área coberta onde fica a mesa do refeitório e começam a explicar tudo que aconteceu durante a aula para que o resultado fosse aquela mesa cheia de olhares e sorrisos.

ORIGAMI - Oficina de origami com a terceira idade


O grupo da terceira idade que atua no Centro de referência e assistência social da Cremação em Belém/ Pará/ Brasil, recebeu com muita alegria a atividade desta segunda feira. É importante para esse grupo de pessoas cansadas de seus afazeres comuns entrar em contato com atividades que estimulem e reorganizem suas potencialidades. Espero um novo convite, pois nunca estive em tão agradável companhia. O grupo mais sorridente e cheio de vida com que trabalhei nesse ano.