domingo, 31 de julho de 2016

A SOCIAL RITUAL: o ancestral na moda



As pinturas corporais são marcas das características das etnias. Essas pinturas diferenciam, também, clãs, famílias e as tintas são compostas por produtos naturais como Urucu, jenipapo, carvão, açafrão e tantos outros. Pinturas que mais que adornos significam as inúmeras identidades étnicas dos povos.
A pintura corporal tem sentido para o índio como a aliança de casamento nas sociedades não-índias, pois a pintura pode significar a posição do indivíduo no grupo ou estado civil, assim como expressar sentimentos. A pintura corporal dos povos indígenas é como se fosse a roupa do índio.
Quero chamar atenção agora para Body Art Pintura corporal. Existem países que já fazem atividades envolvendo esse tipo de trabalho que vem tornando-se mais comum do que parece. Jovens americanos saem as ruas nas festas de Halloween com os corpos pintados causando um efeito visual surpreendente, agora imagine uma festa onde a entrada seria você está com uma pintura corporal de corpo inteiro. Imagine salões de beleza especializados em Body Art Pintura corporal. Quem garante que o nú não será a nova roupa.
Você teria coragem de sair de casa assim? Ou teria respeito ou melhor olharia com respeito para um trabalho como esse? Imagine-se num salão de festa cheio de pessoas com os corpos apenas pintados.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Escola, tira essa mascara



A escola é o local onde o conhecimento é transmitido de forma democrática, igualmente para todos os alunos. Aparentemente.
O sociólogo francês Pierre Bourdieu que viveu até o inicio deste século (2002┼), percebeu que o ensino não é transmitido da mesma forma para todos os alunos como a escola faz parecer. Segundo Pierre Bourdieu alunos pertencentes a classes sociais mais favorecidas trazem de berço uma herança que chamou Capital cultural, ou seja, capital de cultura.
A cultura são valores e significados que orientam e dão identidade a um grupo social. Já o capital cultural é uma metáfora criada por Bourdieu para explicar como a cultura na sociedade dividida em classe se transforma em moeda que as classes dominantes utilizam para acentuar as diferenças. A cultura se transforma em instrumento de dominação. Além disso, as classes dominantes impõem as classes dominadas sua própria cultura dando-lhe um valor incontestável. Apontando-a como cultura boa.
Bourdieu chama essa dinâmica de arbitrário cultural dominante que seria o fato de uma cultura se impor diante de outra. A mais importante contribuição de Bourdieu para educação foi à transposição dessa ideia para dentro da escola. A escola contribui para que a cultura dominante seja articulada favorecendo alguns alunos em detrimento de outros. Os desfavorecidos são justamente os alunos que não tiveram contato mediado pela família ao capital cultural, o que faz com a classe menos favorecida não consiga dominar os códigos que a escola valoriza. O aprendizado para eles é muito mais difícil.
Boudieu entende que a escola marginaliza os alunos das classes populares e privilegia os alunos dotados de capital cultural, por esse motivo o discurso de igualdade da escola não funciona na prática.

A escola enfatiza as diferenças ao cobrar dos alunos a cultura comum apenas à classe dominante. A escola elabora currículos que valorizam disciplinas comuns à classe dominante o que reforça a dominação de classe. Pierre Boudieu acreditava existir saída para a violência simbólica, basta tornar explicito todo esse funcionamento velado da instituição.

Referência bibliográfica

UNIVESPTV. Educação e sociedade: capital cultural. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=W41rpXfllCY&index=1&list=PLJc9tjsZdxlWKpQTtfSLdHAM19T5DXdpG. Acesso em: 18 Jul. 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

ESCOLA SEM PARTIDO: um discurso conservador


"Escola Livre" um nome para manipular e enganar a população em torno de seu conteúdo, mas esse é um manifesto sem referenciais teóricos que está espalhado pelo Brasil. É necessário que se observe o debate político que aponta uma suposta doutrinação dentro da sala de aula e o debate jurídico que é a criação de uma lei, mas que não tem conteúdo legal para ser aprovada, o que há é um projeto com um conteúdo perigoso para o desenvolvimento da ciência, educação e principalmente para o desenvolvimento do país.
Existe um projeto de lei tramitando na assembleia legislativa de São Paulo e houve na assembleia legislativa do estado de Alagoas. em Alagoas é um caso preocupante, pois os defensores da escola sem partido fizeram a votação do projeto as escondidas e quando o processo foi descoberto estava apenas esperando pela assinatura do governador. O projeto é composto de vícios de ordem política e ordem jurídica.

Vejam os vícios do projeto:

  1. Falta de estudo e base teórica: o escola sem partido parte de um grupo definido, um grupo político conservador e base ideológica determinada, um grupo político não-neutro. O projeto não parte de um estudo técnico, pois se está havendo doutrinação em sala de aula e perseguições, onde está a base científica para se afirmar isso e propor um projeto ao poder legislativo. O que está tramitando é um discurso de paixão política e paixão religiosa. Não há um estudo que justifique o projeto.
  2. Viés e objetivos políticos: neutralizar o que o professor está falando em sala de aula, castrando o papel do professor de agente transformador, pois é o professor que pode abrir a mente do aluno sobre o que a imprensa está falando, a respeito do que a religião está falando e o professor é o agente social de transformação. É pensado que o estado deve ser neutro, mas o estado atua por meio de seus professores. O discurso da "escola livre" é inconstitucional por adotar termos vagos e indeterminados, isso levaria qualquer aluno interpretar o que o professor diz em sala como não-neutralidade, o que coloca o professor sob ameaça constante de ser processado por qualquer coisa que diga. Isso esbarra na liberdade de ensinar (Art. 206, II) garantido na constituição.
  3. Vício constitucional da iniciativa parlamentar: o supremo tribunal federal destaca como inconstitucional o procedimento do projeto, pois está sendo apresentado por parlamentares para impactar diretamente em órgãos do poder executivo como Ministério da Educação. Só o chefe do poder executivo pode mover o projeto. Portanto, o projeto "escola livre" sofre de vício inconstitucional formal grave.
  4. Focar na escola e na universidade e jamais nos meios de comunicação: o que se pretende com isso é fulminar as vozes que discordam do discurso conservador. Uma tentativa de invalidar conteúdos científicos e assim comprometer qualquer meio de racionalidade.


Referência:

TVPUC. Escola democrática versus "escola sem partido". Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=K1208D0a6Js&list=PLJc9tjsZdxlWKpQTtfSLdHAM19T5DXdpG&index=22. Acesso em: 20 Jul. 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

LITERATURA NA ESCOLA: A criança autora e a criança leitora

A escola Leonor Nogueira no bairro da Marambaia foi o espaço onde mais consegui concentrar meus estudos sobre prática artística. Grande parte das conclusões que tenho hoje, posso afirmar, foi na escola Leonor Nogueira onde consegui desenvolver bons resultados de experimentos. Escola onde tenho mais que alunos, tenho amigos que até hoje entram em contato. O zine abaixo é fruto do III Festival Literário: Literatura e arte nas obras brasileiras, promovido pela escola como incentivo a leitura e a escrita. O livro foi vendido dentro da escola pelos alunos autores. Cada aluno teve direito a dez copias do livro que foi vendido a R$ 1,00. O dinheiro arrecadado pertencia aos escritores. Segue abaixo o Link onde pode encontrar o livro completo:



Poesia, pra nenhuma poesia tem como objetivo apresentar uma produção literária marginal. Textos e contextos particulares sem as represálias da gramática escolar. Apresenta a criança a leitura e escrita de seus pensamentos de modo lúdico, contraria a cultura dominante e o processo de aculturamento, significando suas aventuras infantis como parte de sua aprendizagem, na tentativa de aproxima-la do habito da leitura e da escrita. Apresenta poeta e obra como geradores de renda possível e que merece respeito e admiração.
Foram utilizados nos diálogos e produções das obras os estilos Dadaísmo e Concretismo que tiveram sua divulgação na semana de Arte Moderna de 1922.
São parte integrante dessa obra dezesseis poemas de dez alunos da Escola Leonor Nogueira dos turnos da manhã e da tarde.
Há necessidade de uma analise sociodemográfica dos textos e a observância do autor como ser consciente de aventuras e desventuras que fazem de sua vida, poesia pra nenhuma poesia.