quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"Todo mundo faz" - disse a Marmota.


É vergonhoso e também trágico. Mas acredito que seja também hilário. A Universidade Federal do Pará cheia de estudantes arrogantes e muito cheios de si, deve possuir a maior cota de hipócritas por metro quadrado e se tiver interesse em fazer uma self com um Pseudointelectual da UFPA é muito fácil. O futuro do país está em frente ao restaurante universitário "furando a fila". Se alguém se atrever a dizer qualquer coisa esse rapaz intelectualmente superior as fezes de um cachorro te responde: " todo mundo fura a fila". Vamos fazer uma analise sócio-cultural desse discurso.

No âmbito acadêmico. Sabemos que o estudante universitário precisa seguir critérios positivistas para uma produção acadêmica. Uma produção que exige paciência, pois necessita de dados estatísticos que comprovem a relevância de seu estudo. Quem me garante que esse cidadão de bem que fura a fila, por impaciência de fazer contagem e analise de uma fila de documentos não vai inventar os dados da pesquisa ou comprar uma pesquisa pronta na internet, afinal ele pode responder: "mas todo mundo faz" ou "mas todo mundo compra".

No âmbito pós-acadêmico. O cidadão de bem que fura a fila, após quatro anos ou mais dentro da universidade fazendo ensaios de corrupção na porta do Restaurante Universitário torna-se portador de um diploma que lhe permitirá ampliar a magnitude de sua falta de caráter desviando medicamentos, super faturando obras, fazendo favores que aquecem interesses particulares. No fim do dia esse rapaz responsável pela degradação social e moral de centenas de pessoas chega em casa e assistindo o jornal faz inúmeros discursos moralistas, mas quando o dedo lhe é apontado ele responde: "Todo mundo faz".

Esse estudante universitário (não são todos, mas uma gigantesca maioria) não compreende o mal que faz a si quando faz apologia a corrupção sendo o grão de areia na fila de um simples restaurante de universidade.

Alguém pode levar uma fita métrica para fila e tentar medir a cara de pau desse coxinha?

NÃO PERMITA QUE FUREM A FILA NA SUA FRENTE. É UMA FILA SENDO FURADA AGORA E AMANHÃ É VOCÊ NA FILA DO DESEMPREGO.

SE VOCÊ CALAR AGORA, VAI CALAR PARA SEMPRE.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Qual seu papel nesse jogo?


Como não falar de política no momento caótico que o Brasil se encontra? Como omitir o abuso vocabular dos políticos brasileiros na hora de definir suas propostas de trabalho? Tão absurdo é o atropelo sócio-histórico-cultural cometido pelos partidos políticos no momento de dar rosto a seus fantoches. O jogo onde todas as peças tem nome e função bem definidos. Mas, como atravessar o campo de batalha para conquistar novas peças e manter o domínio sobre os mais fracos? Eis que lhes apresento o jogo das identidades. E aquele que acredita ter "identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente" (HALL, 2003, p. 13), este vive uma fantasia.
O homem de mais ou menos uns cinquenta anos grita ao microfone sobre juventude, mas este ignora os jovens de hoje, pois a juventude a qual se refere é a sua própria, uma juventude que não responde as novas pretensões do jovem que se aproxima do pós-humano. Outros gritam sobre os direitos da mulher, falando de feminismo e querendo ser tão feminina quanto. Será que há mulheres que se enganam? Um homem conservador fala de defender a moral e os bons costumes da família brasileira erguendo bandeiras de intolerância. Outro banca o humilde caminhando na lama que suja os sapatos que só usará nesta eleição, pois foi a primeira e ultima vez que pisará ali. As redes sociais fazem piada de pastel e cara feia de certo candidato que queria parecer do povo.
Para todo aquele que acredita que vai eleger o seu candidato, acorde ele é candidato do partido, escolhido pelo partido para lhe fazer acreditar que tem opção. O pseudo herói com discurso de juventude, negritude, inclusão, feminismo e tantas outras formas de se incluir e se vestir de uma identidade que não possui para manipular grupos inteiros.
Agora, é o momento de tirarmos a roupa da identidade sócio-cultural, pois os partidos já compreenderam que vestindo seus fantoches com algum discurso podem manipular uma determinada massa.
Os partidos políticos fazem piada dos valores sócio-histórico-culturais dos grupos que os seguem, partem do princípio da inclusão para manipular e distorcer a boa vontade das pessoas. Me mostre uma ONG que eu te mostro um partido por trás dela, me mostre um político que eu te mostro alguém tentando te manipular utilizando o teu meio social, ou a tua história de vida ou simplesmente teus valores culturais.
As eleições são uma verdadeira guerra de identidades. Qual seu papel nesse jogo?

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

HALL, Stuart. Identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2003

BARROS FILHO, Clóvis de. Fidelidade e lealdade: mais raro que ver unicórnio. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xRDfxwCoDqQ. Acesso em: 19 Ago 2016