domingo, 14 de fevereiro de 2016

Terça-feira 16/ 02/ 2016

Hoje vi meu filho mais velho. Ele nada me disse, apenas me olhou, abriu a geladeira, tomou água na boca da garrafa. Não tive coragem de repreende-lo, tanto tempo que não o via. Tenho vontade de abraça-lo, mas não sei o porquê, sinto precisar de coragem.
Gostaria que ele me falasse, mas olhou e viu um estranho. Joguei minha vida fora trabalhando para manter a boa vida de um governo que não me respeita.
Sinto como se os dias estivessem cada vez mais longos, minha família já é acostumada com minha falta.
Porra de café gelado. O que essa vaca faz todo dia que não quer mais fazer meu café.
Acho que minha esposa vai me abandonar. Quem sou eu para julgar sua decisão. Não estive presente para impedir que tal decisão fosse tomada. Será que ela já tem outra pessoa?
Seria muito fácil já que faço tudo igual todo dia com mesmos horários. Até a comida no meu prato parece um desenho. Queria ter coragem de dizer que apoio suas decisões.
Gostaria de tê-la feito feliz.