sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Qual seu papel nesse jogo?


Como não falar de política no momento caótico que o Brasil se encontra? Como omitir o abuso vocabular dos políticos brasileiros na hora de definir suas propostas de trabalho? Tão absurdo é o atropelo sócio-histórico-cultural cometido pelos partidos políticos no momento de dar rosto a seus fantoches. O jogo onde todas as peças tem nome e função bem definidos. Mas, como atravessar o campo de batalha para conquistar novas peças e manter o domínio sobre os mais fracos? Eis que lhes apresento o jogo das identidades. E aquele que acredita ter "identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente" (HALL, 2003, p. 13), este vive uma fantasia.
O homem de mais ou menos uns cinquenta anos grita ao microfone sobre juventude, mas este ignora os jovens de hoje, pois a juventude a qual se refere é a sua própria, uma juventude que não responde as novas pretensões do jovem que se aproxima do pós-humano. Outros gritam sobre os direitos da mulher, falando de feminismo e querendo ser tão feminina quanto. Será que há mulheres que se enganam? Um homem conservador fala de defender a moral e os bons costumes da família brasileira erguendo bandeiras de intolerância. Outro banca o humilde caminhando na lama que suja os sapatos que só usará nesta eleição, pois foi a primeira e ultima vez que pisará ali. As redes sociais fazem piada de pastel e cara feia de certo candidato que queria parecer do povo.
Para todo aquele que acredita que vai eleger o seu candidato, acorde ele é candidato do partido, escolhido pelo partido para lhe fazer acreditar que tem opção. O pseudo herói com discurso de juventude, negritude, inclusão, feminismo e tantas outras formas de se incluir e se vestir de uma identidade que não possui para manipular grupos inteiros.
Agora, é o momento de tirarmos a roupa da identidade sócio-cultural, pois os partidos já compreenderam que vestindo seus fantoches com algum discurso podem manipular uma determinada massa.
Os partidos políticos fazem piada dos valores sócio-histórico-culturais dos grupos que os seguem, partem do princípio da inclusão para manipular e distorcer a boa vontade das pessoas. Me mostre uma ONG que eu te mostro um partido por trás dela, me mostre um político que eu te mostro alguém tentando te manipular utilizando o teu meio social, ou a tua história de vida ou simplesmente teus valores culturais.
As eleições são uma verdadeira guerra de identidades. Qual seu papel nesse jogo?

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

HALL, Stuart. Identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2003

BARROS FILHO, Clóvis de. Fidelidade e lealdade: mais raro que ver unicórnio. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xRDfxwCoDqQ. Acesso em: 19 Ago 2016